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1 - Introdução

 

Data: 04/04/2010
Hora: 19:59:53
Publicado por: gilmar.freitas
Publicado na página: biblioteca_ler

 

No último censo o Brasil possuía 24.537.984 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Número este que equivale a 14,5% de toda a população do país ou 1 em cada 8 habitantes (Censo, 2000)
Os portadores de deficiências podem ser agrupados nas seguintes categorias: sensorial,física parcial, múltipla e mental. A sensorial inclui todas as pessoas com surdez e cegueira; Física parcial onde se enquadram todas as pessoas que apresentam paralisia em algum membro, como pernas ou falta de algum membro; Múltipla todas as pessoas com mais de uma deficiência ou aquelas com paralisia total; Mental: pessoas com deficiência mental (FGV, 2002).
Segundo a organização das nações unidas (ONU,1975): a inclusão social tem por base que a vigência dos direitos específicos das pessoas com deficiência está diretamente ligada à vigência dos direitos humanos fundamentais..Em virtude das diferenças que apresentam em relação às demais, as pessoas com deficiência possuem necessidades específicas a serem satisfeitas. Tal fato significa que: Os direitos das pessoas com deficiências decorrem de suas necessidades específicas; É preciso compreender que as pessoas não deficientes e as pessoas com deficiências não são “iguais”. O exercício dos direitos gerais bem como nos direitos específicos destas últimas está diretamente ligado à criação de condições que permitam o seu acesso diferenciado ao bem-estar econômico, social e cultural.
“com o advento da fase da inclusão, hoje entendemos que a acessibilidade não é apenas arquitetônica, pois existem barreiras de vários tipos também em outros contextos que não o do ambiente arquitetônico (Sassaki, 2006). Neste mesmo sentido e de acordo com a Wikipédia, acessibilidade significa, não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população(Wikipédia). Vivemos hoje numa sociedade cada vez mais capitalista, onde em busca de maiores lucros e de atender as necessidades de cada cliente, as empresas estão sempre agregando valor aos seus produtos e serviços e também adaptando ou inventando novos serviços
para segmentos específicos, seja por iniciativa própria ou por força de ei.
Hoje são poucos os empresários, empreendedores e áreas de negócios que despertaram o interesse em criar ou adaptar produtos e serviços para este público, que busca por produtos e serviços que atendem suas necessidades específicas, seja ele financeiro ou não. O que estes responsáveis não vêem ou não querem é que: "o crescente ingresso das pessoas com deficiência no mercado de trabalho traz, como conseqüência direta, incremento do poder aquisitivo e que, com dinheiro proveniente de seu próprio trabalho, elas passam a ser consumidores mais exigentes,criteriosos e cientes de seus direitos." (Febraban,2006).
Assim, o presente estudo buscou analisar a acessibilidade dos produtos e serviços financeiros para o público-alvo com algum tipo de deficiência, verificar os direitos destes consumidores previstos na legislação relacionada e propor soluções para a total autonomia no uso de produtos e serviços financeiros para estes indivíduos, no intuito de promover uma maior inclusão sócio-econômica dos cidadãos com algum tipo de deficiência.
Este estudo atende aos interesses particulares e gerais da sociedade inclusiva, notadamente no que se refere a acessibilidade financeira, assunto cujas pesquisas ainda são incipientes no Brasil e no mundo.

 

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