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3- Referencial Teórico

 

Data: 04/04/2010
Hora: 20:15:25
Publicado por: gilmar.freitas
Publicado na página: biblioteca_ler

 

Dos 24.537.984 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, 48,1% declararam ao Censo 2000 possuírem algum tipo de deficiência visual, 27,1% declararam possuírem algum tipo de deficiência física, 16,6% declararam possuírem algum tipo de deficiência auditiva e 8,2% declararam possuírem algum tipo de deficiência mental. Baseado nestes dados do IBGE a Cartilha da Coleção FEBRABAN de Inclusão Social, afirma que se multiplicarmos este total por três, supondo que cada cidadão com deficiência convive diretamente com no mínimo duas outras pessoas, como pai e mãe por exemplo, chegamos numa quantidade de 73,8 milhões de pessoas (45% da população brasileira) que são positivamente influenciadas por empresas que oferecem produtos e serviços direcionados a este público. O mesmo estudo ainda afirma que estas pessoas estão presentes em todos os níveis sócio-econômicos e que elas consomem normalmente, independente do tipo e grau da deficiência. (Febraban, 2006)
Segundo Pastore, o Brasil possui uma das maiores populações de portadores de deficiência do mundo e uma das menores taxas de participação no mercado de trabalho. O mesmo cita que: "Segundo estimativas disponíveis, 9 milhões estão em idade de trabalhar. Destes, os que trabalham no mercado formal somam cerca de 2%, enquanto nos países mais avançados essa proporção fica entre 30% e 45%. (Oportunidades de Trabalho para Portadores de Deficiência, 2000 P. 1). Comparando os dados acima do Pastore com os dados de CPS/FGV, processando os microdados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS 2000/MTE), os mesmos são semelhantes, pois afirma que num universo de 26 milhões de trabalhadores formais ativos, 537 mil são pessoas com deficiência, o que representa 2,2% do total. (FGV, 2002). Neste mesmo sentido, a FEBRABAN afirma que foram geradas cerca de 1,055 milhão de vagas pela política de cotas nas empresas com 100 ou mais funcionários e de acordo com a mesma se subtrair deste número as 537 mil PCDs empregadas, teremos previstos ainda 518 mil novas vagas de trabalho. (Febraban, 2006). Ainda neste sentido, a FGV com base nos dados do Ministério da Previdência e Assistência Social, aponta que o número de benefícios para pessoas com deficiência incapacitada para o mercado de trabalho no Brasil diminuiu sensivelmente entre 1997 e 2000. A mesma justifica que este é um sinal de possível adequação as tendências verificadas em países desenvolvidos. (FVG, 2002).
A Febraban conclui que: "uma sociedade inclusiva é benéfica e vantajosa para todos os cidadãos." (Febraban,2006). Já Werneck diz que: "Na sociedade inclusiva ninguém é bonzinho. Ao contrário. Somos apenas - e isto é o suficiente - cidadãos responsáveis pela qualidade de vida do nosso semelhante, por mais diferente que ele seja ou nos pareça ser." e a mesma conclui que: "Inclusão é, primordialmente, uma questão de ética." (Werneck, 1997).

 

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