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5 - DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
| Data: | 04/04/2010 |
| Hora: | 20:55:51 |
| Publicado por: | gilmar.freitas |
| Publicado na página: | biblioteca_ler |
Percebe-se através dos dados obtidos uma maior participação dos deficientes visuais e uma menor participação dos deficientes auditivos. O principal problema de acessibilidade no uso de produtos e serviços financeiros encontrado pelos deficientes visuais foram em relação aos estabelecimentos físicos (agências bancárias, ambientes de caixas automáticos, lojas e outros).
A justificativa para estes resultados conforme comentários deixados pelos participantes na própria pesquisa, se deve a falta de treinamentos dos funcionários para guiar e instruir na utilização dos produtos e serviços financeiros e falta de acessibilidade arquitetônica nos estabelecimentos devido:
Funcionário pega no braço do deficiente visual ao invés de fazer ao contrário que é o correto por motivos técnicos; Mesmas instruções de uso dos produtos e serviços financeiros para todos os clientes, não considerando as necessidades especiais no que diz respeito a leitura, escrita e descrições áudio visuais; Pista tátil que direciona o deficiente visual a destinos errados e às vezes até perigosos; Objetos no caminho como cadeiras, banner e outros;falta de sinalização adequada para indicar qual caixa automático possui o sistema de voz; Falta de estratégia de atendimento no que se refere a filas já que devido a falta de visão o indivíduo fica impossibilitado de acompanhar a fila de forma independente.
Para os deficientes físicos os maiores problemas de acessibilidade no uso de produtos e serviços financeiros apresentados foram arquitetônicos, já que atualmente não são 100% dos estabelecimentos físicos que atendem a legislação existente.
De acordo com os comentários dos participantes deficientes físicos ainda a muita falta de rampas, adequação dos imobiliários para cadeirantes e mesmo quando há estes, na maioria dos casos são ineficazes por não ser seguido a risca as recomendações da ABNT e as adaptações não serem validadas com a participação dos cadeirantes. Também Foi possível Perceber que existem algumas pessoas que possuem deficiência física mínima, as quais não precisam de nenhuma adaptação para utilizar produtos e serviços financeiros.
Para os deficientes auditivos os maiores problemas de acessibilidade no uso de produtos e serviços financeiros apresentados foram em relação ao telefone e os estabelecimentos físicos. De acordo com os comentários destes participantes a dificuldade se deve a falta de TDD (Telecomunications Device for the Deaf) em todos os call’s centres e intérprete de Libras nos estabelecimentos físicos.
O resultado da pesquisa realizada mostra que todas as categorias de deficiências se relacionam com os estabelecimentos físicos, o que vem reforçar a urgente necessidade de promover mudanças efetivas que consolidam a inclusão das pessoas com deficiência no mundo financeiro, a mesma necessidade apontada pela Febraban através de uma pesquisa realizada com 1200 pessoas com deficiências e renda acima de R$500,00, onde nos apresenta que: 78,1% das pessoas com deficiência se relacionam diretamente com a agência bancária, não delegando esta função a terceiro, (Febraban, 2006).
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