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Pesquisa inédita mapeia pessoas com deficiência

 

Data: 04/07/2010
Hora: 20:51:38
Publicado por: reporter.cabeca
Publicado na página: noticias

 

*deficientes*



Pesquisa inédita mapeia pessoas com deficiência

Aracy destaca problemas no acesso ao mercado

Crédito: carla ruas

LUIZ SÉRGIO DIBE | ldibe@correiodopovo.com.br

Uma pesquisa inédita sobre a acessibilidade no Rio Grande do Sul pretende retratar a realidade, as conquistas e as dificuldades das pessoas com deficiência em todo o Estado. O levantamento "Condições de Acessibilidade aos Bens e Serviços para as Pessoas com Deficiência" abrange os 496 municípios gaúchos e irá apontar as condições de acesso a educação, saúde, assistência social, emprego e mobilidade urbana. O resultado do trabalho, elaborado pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades Faders), deverá ser apresentado ainda este ano.

Até lá, entre as informações disponíveis, as mais próximas da realidade atual são as do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o levantamento mais recente do IBGE, de 2007, 14,5% da população gaúcha - de aproximadamente 11 milhões de pessoas - possui pelo menos um tipo de necessidade especial. Ainda pelo IBGE, em 2003 Porto Alegre possuía cerca de 189 mil pessoas com deficiência.

Com base nos dados do INSS, a expressão da falta de acessibilidade fica ainda mais evidente: um estudo da Faders - que abrangeu 108 municípios do Estado mostra que, de 8 mil crianças e adolescentes com deficiência no RS, apenas 30% está na escola.

"O novo diagnóstico é pioneiro e, além de quantificar e qualificar, vai servir para orientar políticas públicas para acessibilidade, inclusão e cidadania", avalia a diretora-presidente da fundação, Aracy Maria Lêdo. Ela informa que a pesquisa está sendo produzida em parceria com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) e Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).

Aracy considera que parte importante dos problemas está na falta de acesso à escola e, em especial, ao trabalho. A diretora da Faders acredita ainda que há pouca informação entre empregadores.

Diz que a entidade busca transpor tais barreiras com uma série de cursos e fóruns descentralizados que ocorrem anualmente no Estado. Em 2010, segundo ela, já ocorreram atividades em Palmeira das Missões, em abril; e Carazinho, em maio. "Os próximos serão realizados em Aceguá, Santiago, e Rosário do Sul", informa a presidente. A Faders funciona na rua Duque de Caxias, 418, Centro da Capital. Informações sobre os cursos e demais atividades podem ser obtidas pelo fone 3228-2112 e no site www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br.

fonte: http://correiodopovo.com.br

 

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